Interesses Opostos na América do Sul
As ações de alguns governos da América do Sul em 2006 começam a sinalizar quão difícil será a integração eficiente no continental através da criação de blocos econômico-comerciais nos mesmos moldes da Europa.
A maior reclamação, normalmente, é em relação ao Brasil que possui um parque industrial mais atualizado e, por isso, tem sofrido com reclamações de todos. A começar pelos hermanos Argentinos que invariavelmente pedem maior equilíbrio na balança comercial entre os dois países.
Em 2006, o presidente boliviano Evo Morales, autorizou o exército boliviano a assumir o controle das instalações da Petrobrás no país, num processo de nacionalização dos recursos naturais que pegou o Brasil de surpresa, afinal, a compra do gás pelo Brasil representa quase 20% do PIB da Bolívia e tendo, a Petrobrás, investido mais de US$ 1,5 bilhão desde 1997.
Com menos efeito para o Brasil, mas, também com atitudes ditatoriais, o venezuelano Hugo Chávez tem feito de tudo para se manter no poder e elevar a importância do seu principal produto, o petróleo, para os países que mais dependem dele. Entretanto, especialistas venezuelanos afirmar que a falta de investimento na modernização da indústria petrolífera local, o que tem limitado a produção.
Embora Bolívia e Venezuela tenham dito, de forma aberta, que utilizarão seus recursos naturais para fazer frente aos Estados Unidos, não podemos nos esquecer de que como país mais industrializada da região, também temos grande dependência de recursos energéticos desses países.




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