Reeleição ou Mandato Único? Eis a questão
As negociações para o fim da reeleição presidencial deixam claro o quanto os interesses partidários estão acima de qualquer outro, com os políticos sabendo muito bem para que lado remar para aproveitar a maré e o vento a favor.
A história das negociações para mandatos presidenciais remonta desde a Constituição de 1988. Naquela Constituição, José Sarney conseguiu a prorrogação de seu mandato de quatro para cinco anos, em troca de favores, mais precisamente, concessões de rádio e televisão para os parlamentares constituintes, com nada menos que ACM como Ministro das Comunicações.
Mais recentemente, em 1997, o PSDB negociou a reeleição de FHC aproveitando que este colhia os louros do sucesso do Plano Real, numa negociação que envolveu a compra de votos de deputados. Mas, com mais alianças que o PT, soube abafar o assunto e evitar os escândalos na época. Agora, Inês é morta.
O mesmo PSDB articula, agora, com o PT o fim da reeleição presidencial com mandato único de cinco anos e, novamente, visando seus interesses para beneficiar e não queimar dois de seus nomes mais fortes para a sucessão de Lula, José Serra e Aécio Neves. Sem Geraldo Alckmin, que corre por fora.
Uma nova eleição para daqui a 8 anos poderia ser tarde, principalmente para José Serra, ao passo que a eleição de um deles, agora, abriria as portas para o outro daqui a cinco anos.
Lula, deixa para a oposição decidir essa questão, afinal, quem sabe ainda sobre para ele mais um ano no atual mandato e, também, porque o PT não possui nenhum nome forte para substituí-lo a curto prazo.




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